Toda verdade sobre o Natal

As festividades de natal são hipócritas. Jingle Bells, ceia e presentes oferecidos por Papai Noel consolidam a farsa. Quando você escuta essas canções, tentam reforçar harmonia. Mas depois que a carne de terceira da ceia é mal dividida, todos batem boca e trocam socos. Cada cortesia “comprada pelo bom velhinho” geralmente é um presente de grego, tão imprestável que os burgueses tentam mostrar que são “humanos” ao dar de preza pros filhos das empregadas.

Nossas mãos e costas já estão calejadas, é grande a contradição. O mesmo filho da puta que te abraça e deseja “feliz natal” está pouco se fodendo pra simples questão: você está tendo um feliz natal? Não acredite, seja esperto.

Natal cheira cinismo, no sentido amplo da coisa. Quando Antístenes se baseou em Sócrates para criar essa corrente filosófica, a intenção era deixar de lado o apego aos bens materiais. Mas no natal você ganha produtos imprestáveis de pessoas que estão realmente indiferentes com o que ocorre de verdade.

Aliás, em uma pequena enquete, realizada com uns 50 parentes, muitos precisavam da ajuda de terceiros pra saber quem realmente nasceu no natal (o de verdade é 24 ou 25?). Mas veja, se são todos católicos, como não sabem a resposta exata? Além de pequenos ou velhos pecadores, mostram que nem sabem o que é o cristianismo puro que tanto pregam – e que tanto difamam pelas cagadas não condizentes com o bom e velho falso moralismo cristão.

Mas aí surge aquele papo de que as festividades do 25 de dezembro eram pagãs, e não cristãs. Então eles apóiam quem seus antecessores da inquisição torturaram como canalhas?

E o Papai Noel? Esse aí era verde, virou a casaca pra satisfazer os interesses econômicos da Coca-Cola nos anos 30. Ninguém nem sabe de onde surgiu, qual sua razão de existir. Só sabem que, assim como no carnaval, na presença dele podem ficar de fogo e fazer as merdas que sempre quiseram cometer.

Bom, ta aí a mensagem. Não vou desejar feliz natal pra ninguém. Espero que você continue lendo esse blog e permaneça vivo em 2010, se possível para me convidar pra umas doses de conhaque. Não acredite em nada que te digam nesta noite, e não vá estranhar se o tiozão barbudo vestido de vermelho endurecer a bengala com tua mina no colo.

Meu convite aos lá de cima

Paranito, paranista, paraneta. Nada relacionado ao time de futebol, mas sim ao estado. Nós precisamos de raízes nordestinas por aqui. Já que não somos um estado sem identidade, como gostam de dizer os bairristas do norte ao sul paranaense, em especial da capital, precisamos de mais gente lá de cima.

Precisamos para ganhar essa dita identidade, mas uma identidade nacional. Queremos gente do norte por aqui também. É a chance de ganhar projeção em todo Brasil.

Podemos ganhar de São Paulo. Por aqui, apesar de todo esculacho político, as coisas ainda parecem estar mais equilibradas. Fica o convite.

Vida Loka

“Fé em Deus que Ele é Justo,
Ei irmão nunca se esqueça, na guarda, guerreiro,
Levanta a cabeça truta, onde estiver seja lá como
for,tenha fé porque até no lixão nasce flor…”

É isso aí, meu truta. Depois da campanha por mensagens positivas e de ver a Fanáticos insistir em rezar “pai nosso” antes dos jogos, fica o proceder. Mano Brown já colou no bang aí com a peita do Furacão, na sequência o CAP venceu o Botafogo e por isso o lance agora é cantar Vida Loka nas confortáveis cadeiras da Arena da Baixada.

O atleticano sabe bem o que representa o sistema. Assim como Mano Brown manda a letra em seu rap, o cidadão também pá:
“Eu me, sinto às vezes meio Pá, inseguro,
Que nem um vira-lata sem fé no futuro”,algo normal com esse esquema de rebaixamento. Antes o Furacão tinha a pegada bandida. Chegava chegando no Brasileirão, na Liber, Sul-americana. Agora tá meio que patifaria, essas fintas aí de todo ano festejar que não caiu na degola.

“A inveja existe, e a cada 10, 5 é na maldade”. Se pá é o esquema que vem lá dos lados do Couto Pereira. Dessa vez não deu certo e a parada está embaçada lá também. Os co-irmãos tem que ganhar do Flu no Couto, e os malucos já sabem: “Malandrão eu, NÃO, ninguém é bobo”. Fred vem aí, com ele a chapa esquenta.

“Talvez até confusa, mais Real e Intensa” é a presença da dupla Atletiba no Brasileirão. O Cap se safou, sem miséria. Não foi nem dois, nem três. O esquema foi mil grau. E o Coxa ainda precisa dar um desbaro. Vão ter que trombar de frente com o futebol playboyzinho do Rio. Tem que pá, se não…pum!

VIDA LOKA.

12 tópicos sobre o fracasso de Atlético e Coritiba

Atlético Paranaense e Coritiba são clubes regulares no Campeonato Brasileiro. Salve raras exceções, disputam a liderança da parte baixa da tabela. Almejam no máximo a participação na Copa Sul-americana. Reclamam de investimentos, que só se investe nos clubes de Rio de Janeiro ou São Paulo. Apenas se esquecem que poderiam conquistar os recursos se soubessem mobilizar, de verdade, a cidade de Curitiba. Segue aqui uma listagem de pequenos (ou grandes) erros cometidos pela dupla AtleTiba.

1 – Fazer pela metade
O Atlético quando seguiu a tendência dos grandes clubes do mundo, em formar sócios torcedores a partir de uma mensalidade, esqueceu do restante do povo – aqueles que não podem pagar os R$70 por mês para ver seu clube na Arena. Não pensou em alternativas para aproximar esse público da vida do clube, o que poderia ser feito a partir de telões nas redondezas do estádio como também em outros pontos da cidade. Se esse é um serviço que custa caro, é simples: basta terceirizar, pois considerável parte das ações que renderam mídia para o Atlético Paranaense nos últimos tempos era terceirizada. Ou seja, é só organizar algo que dê lucro para ambos.

2 – Mancada centenária
O Coxa completou 100 anos em 2009. Vai demorar muito para completar uma data sagrada como é o centenário. Poderia, já em 2008, quando a CBF dava seus primeiros passos na formulação da tabela, negociar com a entidade máxima do futebol brasileiro. Não fez isso. No jogo do centenário, enfrentou o inexpressivo Barueri para um publico pífio no Couto Pereira. Era o dia de aproveitar e tentar marcar algo contra um Flamengo, São Paulo ou Corinthians, pegando a rabeira da popularidade que esses clubes já tem para formar uma festa inesquecível dentro de seu estádio. Afinal, dizem que na missa dos 100 anos havia mais gente que no Couto Pereira, no jogo dos 100 anos.

3 – Interiorano não é caipira
Os clubes da capital se enfraquecem quando alimentam o ódio dos clubes do interior, se fazendo prevalecer de atos como o Supermando. Coxa e Cap dão a entender que desprezam os clubes do interior, e que enfrentar eles fora da capital é uma simples obrigação. É cultural a encrenca de Londrina e Maringá, por exemplo, com Curitiba. Mas quando ocorre uma barbaridade como o supermando, mesmo que os respectivos LEC e GEM estejam fora da elite, fica a imagem de que o curitibano quer passar o povo do interior pra trás sempre que pode. Que tal pelo menos fingir que são todos iguais, paranaenses, como alviverdes e rubro-negros gostam de exaltar quando pedem alento no interior?

4 – Valorizar a história
Atlético Paranaense e Coritiba tem historiadores de referência nacional. No lado rubro-negro, Heriberto Ivan Machado, autor de livros que contam a história de todo futebol paranaense (junto do também renomado Levir Mulford). No lado alviverde, os Helênicos representam com requinte a missão de resgatar a história centenária do Coxa. Mas e os clubes, o que fazem para valorizar esse grandioso serviço de Heriberto e Helênicos? Eventos com eles estão sendo colocados em pauta nos shoppings, nas escolas, nas bibliotecas e até mesmo nos estádios? Vamos valorizar quem não deixa essa bela história da dupla AtleTiba cair no esquecimento.

5 – Literatura do futebol paranaense?
Na contramão de editoras de Rio de Janeiro e São Paulo, que anunciam recorde de produções futebolísticas enfocadas nos seus times, o Paraná não produz livros de futebol. O único livro de futebol anunciado por aqui foi do interior, escrito por Antônio Padilha, de Maringá, que tirou diversas histórias do futebol fora da capital do anonimato (Livro Interior bom de Bola). Em Curitiba, são pouquíssimos os livros sobre os clubes, geralmente feitos por gente que recebe como único apoio a ajuda e o incentivo de amigos. Coxa e Atlético poderiam lançar alguma iniciativa para que livros que contem suas histórias voltem a ganhar evidência. Londrina, Operário de Ponta Grossa, Grêmio de Maringá, Atlético, Coritiba, Paraná, Rio Branco e Seleto são os times que no momento tem edições contando suas histórias(em breve, entrevista com o Padilha no De Primeira. Outros autores da história de nosso futebol também serão entrevistados).

6 – Cantar pros times locais
A produção cultural envolvendo os times daqui existe? Digo por parte dos clubes, não dos artistas de teatro e bandas. Recentemente houve o Atletiba no teatro. Poderia ter no campo de futebol, também, quem sabe no meio de uma partida. Isso pra não falar da produção de shows, por exemplo. Foi organizado no Inter de Porto Alegre a apresentação de bandas locais compostas por colorados (como Graforréia Xilarmonica e Tenente Cascavel, composta por integrantes dos Cascavelletes e TNT). O evento ocorreu dentro do Estádio Beira Rio. Quando vão fazer isso em Curitiba? A capital paranaense é uma cidade repleta de bandas legais, muitas delas torcedoras dos times da capital.

7 – Função social
Falta que Coxa e Cap se envolvam de cabeça em eventos sociais. O Coritiba ganhou valiosos pontos quando, junto com o Ministério Público, ajudou a lançar uma cartilha sobre o estatuto da criança e do adolescente, a ser entregue nas escolas, com o personagem coxinha. Não sei o que houve, mas a ação poderia envolver os três times na mesma historinha. Um pai atleticano ou paranista vai ver essa revista, que é de altíssima importância para a formação de uma garotada consciente, de forma preconceituosa. Quem sabe até pode jogar fora. Se faz uma edição com os três, poderiam pensar em histórias sobre os tais direitos e deveres já na perspectiva do respeito a diversidade entre torcedores do trio de ferro, a partir da rivalidade do futebol, etc.

8 – Direito de imagem?
Coxa, Cap e Paraná, como bem foi falado anteriormente pelos amigos Leonardo Mendes Jr e Jones Rossi, dão a entender que utilizam os direitos de imagem sobre os jogadores apenas para burlar impostos. Tem que usar a boleirada pra eventos do clube, na parte chique e na periferia, pra cidade inteira se mobilizar pelos times locais. Depois não adianta reclamar que a juventude prefere os times de Sampa ou do Rio. São os jogadores deles que são vistos na TV o dia inteiro.

9 – Loja chique e popular
As lojas de Coxa e Cap estão em lugares “chiques” da cidade, nos seus respectivos estádios, repletos de artigos caros. Mas a dupla AtleTiba tem seus diversos torcedores da região metropolitana ou de pontos afastados do centro. Só quem já trabalhou pesado a semana inteira sabe o quanto é bom permanecer no seu cantinho no final de semana, curtindo um pouco de tranquilidade. Coxa e Atlético deveriam organizar os populares “bazares”, tão comuns nessas localidades. Mesmo que sejam daqueles por um ou dois dias. É só vender roupas oficiais, mas de valores acessíveis ao povo, que vão ter bons motivos para esquecer da pirataria. E vão ver também o povão de cabeça nos times da capital. E tem outra. Investidor analisa bem isso antes de patrocinar um clube de futebol.

10 – Mascotes
O Coxa tem aquele mascote que fica nos jogos, o vovô. Outro dia ouvi no ônibus de um vizinho que tentou ligar no clube pedindo como fazia pro “vovô” comparecer na festa de seu filho, mas quem atendeu disse que que não dava. Pô, tá aí, outro lance que dá pra ganhar dinheiro e envolver o povo com os times locais. Serve para os três da capital.

11 – Meninas
Curitiba tem um dos melhores times de futebol feminino do país, o Novo Mundo, recentemente eliminado pelo Santos no Brasileirão, mas com honra. É um time amador, que não dá quase nada de custos para os dirigentes. Cap, Coxa e Paraná poderiam recrutar alguns times femininos da cidade e montar seus próprios times. O custos são mínimos e com um acordo qualquer com os jornais de Curitiba, pedindo pra divulgar e valorizar esses torneios, logo iria aparecer algum interessado em estampar sua empresa no uniforme e ver sua marca associada a ele no jornal. Está aí outra bela chance dos times da capital voltarem a envolver seu povo. Que tal fazer uma turnê na cidade com os times, enfrentando os times dos bairros, levando as cores do trio de ferro por esses mais de 70 bairros curitibanos. Só não vale cobrar caro pelo ingresso, se não espantam de vez o povão, que prefere o conforto da TV pra ver futebol de alta qualidade.

12 – Resumo
Os dirigentes de Curitiba precisam perceber de verdade que os clubes estão enfraquecendo dentro da própria cidade, e criar critérios do que querem da vida. Não basta reclamar de RJ e SP, tem que fazer sua parte e esquecer deles. No dia que conseguirem mobilizar de verdade toda a cidade, como era feito antigamente, vão ganhar dinheiro com isso. Mas se ficarem vacilando nesse ritmo, a tendência é em breve voltar a agonizar como faziam nos anos 90, que tinha diversos jogos na capital pra 3 ou 4 mil pessoas no estádio..no máximo.

Extra, de lambuja - Só pra apimentar, tem também essa federação. Não funciona, vive em função da política. Tinha tudo pra tentar fazer algo pelos clubes, em especial os do interior, e fortalecer o campeonato. Mas os nossos queridos cartolas preferem ficar em suas confortáveis cadeiras da federação, aparecendo no interior apenas pra fiscalizar se os clubes estão pagando direito as taxas da FPF. Isso aí não é parceria. Se uma campanha não for feita, envolvendo curitibanos e interioranos, podemos esquecer. O futebol aqui parou no tempo e ver RJ e SP pela televisão sai mais barato.

6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento

1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu – na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.

2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, façam uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).

3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros…

4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que compraram tudo que podiam para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.

5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias…faz tempo que ela não pesa nada, as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.

6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia…e por aí vai…é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza…é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?

Original no Blog De Primeira

Pra continuar na mídia: depois de expulsar a loira, Uniban precisa de marketing

A expulsão da “Loira da Uniban” provou quais os princípios dessa “faculdade”. Preciso de uma grana e por isso mando a eles uma lista com 10 tipos de ações a serem eternizadas na entidade. Bom, logo o nome – ou vulgo – dessa mina será esquecido. Portanto, agora é a hora de investirem em marketing para conquistar mais adeptos do puritanismo para suas fileiras.

10. Pelo visto, ninguém pega ninguém na Uniban. Poderiam então estimular brincadeiras como pega-pega na hora do recreio.

09. Distribuição gratuita de revistas, tesouras e cola. Assim os alunos podem brincar de recortar e colar na sala de aula. Educomunicação está na moda, mesmo em outros cursos.

08. Vender uniformes escolares é uma grande iniciativa. Pode gerar lucros pra firma e ainda padroniza todo mundo. Segue aqui os modelos masculinos.

07. Uma grande forma de inibir que meninas vistam minivestidos é também padronizá-las. Poderiam utilizar roupas brancas, simbolizando toda pureza da mulher que estuda na Uniban.

06. Vivemos em uma sociedade extremamente competitiva. Dar um troféu ao aluno e aluna que não pegar ninguém, não se masturbar e usar roupas mais pesadas deverá fazer com que o raciocínio lógico dos escolares seja muito mais estimulado.

05. Bolsas escolares integrais aos alunos que provarem que são virgens. No entanto, não basta receber ensino gratuito. O aluno terá que na hora do recreio rezar na capela da entidade e todo mês realizar um exame que comprove sua virgindade. Quem mentir recebe uma pena por isso, algo meramente relacionado a simbologia….nada muito pesado.

04. Estimular a arte e a cultura é investir no conhecimento. Poderiam comprar muito papel em branco, lápis e borracha. Assim o aluno que fizer o melhor desenho ganha uma exposição com vários iguaizinhos ao dele na faculdade inteira. Tipo, 6 milhões.

03. Desenvolver os segmentos esportivos aos alunos é uma forma de mantê-los ocupados, deixando a “universidade” longe de situações de risco.

02. Presidente de torcida organizada entrando na política é tão comum quanto uma pessoa inteligente se matriculando na Uniban. Portanto, sugiro que a faculdade monte uma facção. Não precisa ter time, basta torcer, arranjar umas tretas como rolou com a Loira da facul e buscar a moralidade.

01. Já que tem uma torcida na facul, nada melhor que aproveitar um pouco da grana que entra para patrocinar algum jogador de futebol. O mercado das bolas dá dinheiro, mas na Uniban só dá certo quando elas não entram.

Extra – Nada melhor para aguçar a criatividade das crianças que trabalhar os desenhos animados. Se um dia algum estudante ou funcionário da Uniban chegar a ter filho, seria interessante pensar, caso isso ocorra mesmo, em comprar uns bonequinhos pra eles pintarem.

Extra – Confira na íntegra a carta da Uniban explicando a expulsão da aluna Geyse Arruda.

Responsabilidade educacional

A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.

A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas.
Os fatos:
Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.

A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.

Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.

Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado.
Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.

Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão.
Decisão do Conselho Superior da Universidade:
Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:

1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;

2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro.
A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.

Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada.
Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL

1,2,3,4 tuitadas…

1. Punk Rock
♫♫♫ Começo essa quinta-feira ensolarada com meu tributo ao Aécio Neves (PSDB): RAMONES – TODAY YOUR LOVE, TOMORROW THE WORLD ♫ ♫ ♫. Se você não manja muito a banda, escute ela e preste bem atenção. Aí é dois toques pra entender.

2. Ramone em sampa
Marky Ramone vai discotecar amanhã, sexta-feira (6/11), em São Paulo. A barulheira ocorre no Inferno, que fica na Rua Augusta, 501. Discoteca também meu camarada e promotor do evento Rodrigo Zeni, da Sick Mind Skate Punk. R$30 mangos na hora, começa meia-noite.

3. Engenheiro atrevido
Não se assuste caso o Engenheiro Beltrão apronte e seja surpresa no Paranaense de futebol 2010. É o que querem. Dizer que um clube pretende ganhar título no futebol parece óbvio. Não no Paraná. Mas a Aereb encabeça hoje, no TJD, o julgamento pedindo o fim do Supermando na segunda fase. No Estadual de juniores estão despachando todo mundo. Já se cogita até mesmo a construção de um novo estádio, mesmo com a cancha do time em reformas. Finalmente, a idéia de mudar para Maringá parece ter sido abandonada. A Federação Paranaense de Futebol não livrou o clube de pagar R$200 mil pela transferência. Apesar de todo entusiasmo, quero ver em 2011…

4. Cartolagem paranaense
Quantos presidentes de times do Paraná torcem pelos clubes que comandam? Não fique espantado se forem apenas três – e nem precisa dizer quais. O presidente do Londrina é corintiano. Em Paranaguá o cartola sequer gosta de futebol. Alias, segue uma boa. Um time popular do litoral paranaense fazia uma de suas primeiras partidas do Estadual em casa. Então o prefeito pergunta ao presidente: Qual é o nosso time? A resposta foi: Não sei! Você sabe?

Juca x Aécio…em quem acreditar

Deu no blog do jornalista Juca Kfouri que o tucano Aécio Neves, possível futuro presidente do Brasil, mandou uns petelecos na namorada. Logo em seguida surgiu a reação, com fotos do casal na praia curtindo uma vidinha playboy em Santa Catarina.

O assunto está dando o que falar, vale ficar por dentro. Afinal, até quando uns serão privilegiados? Os direitos e leis dos brasileiros são assim…Ninguém viu, ninguém vê…mas até quando?

Segue abaixo algumas constatações, links, etc…pra quem quiser entender o enrosco

Juca Kfouri ficou marcado pela reportagem da Máfia da Loteria, publicada em 82 na Revista Placar. Tenho a revista que comemora um ano de reportagem e a edição da época, denunciando o esquema. É um dos trabalhos de apuração mais relevantes do jornalismo esportivo no Brasil. Até que se prove o contrário, Juca não é mentiroso. Ganhou fama pelo faro em questões de apuração. Será que ele colocaria sua credibilidade em risco por nada?

Já o Aécio Neves é político…..precisa falar algo mais?

Mando abaixo alguns tuit´s. Pra quem quiser me seguir: www.twitter.com/lessafelipe

RT @JucaKfouri – A Covardia de Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais. http://bit.ly/ 2pteD7:54 PM Nov 1st from web

RT @botecosujo O episódio de Aécio serve p questionar dogma do jornalismo político made in Brazil:”vida pessoal de político não é relevante”7:56 PM Nov 1st from web

RT @anarina RT @draupadi tópicos no ORKUT sobre a agressão de Aécio Neves à namorada desaparecem misteriosamente: http://migre. me/avsR .2:13 PM Nov 2nd from web

RT @claudiotognolli Petista na blitze “Calma, seu guarda, é conjuntivite” . Tucano no banheiro “Calma, sou professor..é giz seu guarda”about 3 hours ago from web

Alguns links:
Paulo Henrique Amorim + Aécio – blog do Paulinho

Ataque de PH Amorim contra Juca, em defesa de Aécio – Blog do PH Amorim

Assessoria forma x informal – blog do Paulinho

A Uniban ABC e os filhotes de Comstock

estudantes

Censurados

Os estudantes da Uniban ABC perderam uma grande oportunidade de se redimir coletivamente, pelo erro cometido por alguns alunos no tumulto da noite de 22 de outubro. Tiveram a chance de mostrar maturidade ao organizar um protesto na noite desta terça-feira (3/11), coincidentemente a data em que a “Loira da Uniban” prometia voltar ao campus (o que não aconteceu). No entanto, preferiram um tom generalista. Foram ambíguos.

Acho que não entenderam o motivo pelo qual a universidade ficou mal vista na sociedade. Quem colocou nariz de palhaço na manifestação parece apenas ter aproveitado o mainstream do momento, já que nem mesmo organizadores souberam dizer quem errou: foi universitária por ir vestida com um minivestido ou os colegas que a xingaram? Ajudaram a perpetuar erros históricos que simbolizam o falso moralismo.

A ambiguidade dos alunos encheria de orgulho personagens como Anthony Comstock – o mais terrível censor da história da América, segundo o jornalista Gay Talese no livro “A Mulher do Próximo”. Evangélico, vingativo por vocação, Comstock nasceu em 1844, numa fazenda de New Canaan, região nordeste dos Estados Unidos. Deu nome a lei que resultou nas condenações de escritores, editores, entre outros, por “propagação de indecência, promiscuidade e degeneração”.

É o que estão fazendo alguns alunos da Uniban, assim como uma multidão de jovens que andam a dar opiniões em sites e blogs pela internet. Quando digo esse pessoal, eu me refiro àqueles que tentam censurar a estudante dizendo que ela também estava errada.

Quando Comstock procurou justificar sua campanha pela censura, em 1860, afirmou que pretendia proteger a juventude de “influências corruptoras”. É o que justifica quem critica a “Loira da Uniban” dizendo que a jovem utilizava roupa inadequada para o local.

Salve a hipocrisia. Entre os influentes que apoiaram a censura de Comstock estava o banqueiro J. P. Morgan, um homem que possuía vasta coleção particular de pornografia. E entre os que censuram o perfil da estudante de turismo estão que tipo de pessoas?

Em sua época, Comstock “contou com apoio de líderes comerciais e industriais, convencidos que a permissividade sexual desviava a energia dos trabalhadores”. “O governo federal, depois do turbilhão da Guerra Civil e com a persistência do crime nas ruas e da miséria, sem falar nos escândalos dos ricos barões ladrões, estava ansioso por qualquer pretexto que desviasse as atenções de sua própria inépcia e corrupção e lhe permitisse exercer um controle maior sobre a população irrequieta”.

E os jovens defensores da moral e das boas vestimentas, querem esconder algo? Ao manter posicionamento ambíguo durante seu protesto, eles, talvez sem saber, validam erros históricos. Mantém o pensamento reacionário, digno da mancha que os alunos da Uniban afirmam ter em seus diplomas.

Quando a assessoria jurídica da reitoria afirma que nenhum aluno foi identificado até o momento, fica a questão: qual o interesse da universidade? Propagar o saber ou manter uma simples atividade comercial?

Enquanto isso, a jovem fica privada de direitos básicos. Disse que não voltará a usar a minisaia na universidade, por vergonha. Já foi classificada como atriz pornô, soropositivo, bissexual e prostituta. E o mais constrangedor é saber que as acusações também surgem de universitários, pessoas que deveriam pregar tolerância e direitos humanos. No entanto, prevalece um preconceito cego, digno de classificar certos elementos como filhotes de Comstock.

Valmir Gomes é de carne e osso

Valmir e um torcedor do Rio Branco na festa de 95 anos do clube "parnanguará"

Quinta-Feira fui até o centro de Curitiba. Minha irmã precisava do carro, e assim eu já agilizava meu deslocamento para o encontro com um amigo que está vendo um esquema de trampo pra mim.

Era cerca de 18hrs, e um acidente na região ajudou a piorar a situação do congestionamento habitual de cada dia. Entre os diversos carros embaralhados, quando o caos estava prestes a acabar, tive meus 2 ou 3 minutos de glória e um bom motivo para sorrir. O mestre Valmir Gomes estava dentro de um carro, dirigindo e falando ao celular.

Primeiro eu o vi pelo retrovisor, atrás do meu meio de locomoção. Fiquei olhando e tive certeza que era a lenda quando estrategicamente dei um jeito de trocar de faixa. Eu estava lado a lado com Valmir Gomes, separado apenas pela estrutura física do veiculo. Baixei a janela e mandei uns berros. Algo tipo “AOOOO, VALMIR. É NÓIS. RIO BRANCO ATÉ MORRER!”.

Ele ainda estava no telefone. Deu um sorrisinho, fingiu que não era com ele e continuou conversando. Acho que o chapéu pescador da Seleção Paraguaia (doado posteriormente ao Marcão) que eu estava usando e o óculos na cara devem ter feito ele ficar cabreiro. Talvez pensando que eu era um legítimo estivador do Porto de Paranaguá, estilo os que certa vez tentaram pegar Valmir na Estradinha, dando um rolé na capital. Se pá, ele sentiu vergonha pelo comportamento. O meu, claro.

Mantive a tentativa de contato. Mandei novos berros e dessa fez fui mais ousado. Joguei uma pequena bolinha de papel, feita na hora com uma folha de revista feminina que minha irmã havia esquecido no carro. Tentei jogar no carro dele para chamar atenção, não para atingi-lo, que fique claro. Mas eu errei a disparada. Apesar do trânsito lento, acertei no carro errado. Por sorte, o mestre olhou – mesmo que ainda falando ao telefone.

Fiz um sinal de positivo e dei um sorriso faceiro. Valmir Gomes retribuiu, sorrindo para mim mais uma vez. Infelizmente o congestionamento acabou, perto ali da rua dos fundos do Terminal Guadalupe. Pouco depois a lenda arrancou, caiu fora e sumiu pela urbanização central de nossa terra querida chamada Curitibá. Mas eu o vi ao vivo, sei que ele existe. Uma pena que não tinha ninguém comigo, pra escrever o endereço do De Primeira (Meu outro blog) em um papel e mostrar ou entregar para nosso ídolo representante da crônica esportiva paranaense. Nem dá nada. Pelo menos já sei que ele existe, de carne e osso. Eu vi!