6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento

1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu – na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.

2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, façam uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).

3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros…

4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que compraram tudo que podiam para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.

5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias…faz tempo que ela não pesa nada, as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.

6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia…e por aí vai…é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza…é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?

Original no Blog De Primeira

Pra continuar na mídia: depois de expulsar a loira, Uniban precisa de marketing

A expulsão da “Loira da Uniban” provou quais os princípios dessa “faculdade”. Preciso de uma grana e por isso mando a eles uma lista com 10 tipos de ações a serem eternizadas na entidade. Bom, logo o nome dessa firma será esquecidos. Portanto, agora é a hora de investirem em marketing para conquistar mais adeptos do puritanismo para suas fileiras.

10. Pelo visto, ninguém pega ninguém na Uniban. Poderiam então estimular brincadeiras como pega-pega na hora do recreio.

09. Distribuição gratuita de revistas, tesouras e cola. Assim os alunos podem brincar de recortar e colar na sala de aula. Educomunicação está na moda, mesmo em outros cursos.

08. Vender uniformes escolares é uma grande iniciativa. Pode gerar lucros pra firma e ainda padroniza todo mundo. Segue aqui os modelos masculinos.

07. Uma grande forma de inibir que meninas vistam minivestidos é também padronizá-las. Poderiam utilizar roupas brancas, simbolizando toda pureza da mulher que estuda na Uniban.

06. Vivemos em uma sociedade extremamente competitiva. Dar um troféu ao aluno e aluna que não pegar ninguém, não se masturbar e usar roupas mais pesadas deverá fazer com que o raciocínio lógico dos escolares seja muito mais estimulado.

05. Bolsas escolares integrais aos alunos que provarem que são virgens. No entanto, não basta receber ensino gratuito. O aluno terá que na hora do recreio rezar na capela da entidade e todo mês realizar um exame que comprove sua virgindade. Quem mentir recebe uma pena por isso, algo meramente relacionado a simbologia….nada muito pesado.

04. Estimular a arte e a cultura é investir no conhecimento. Poderiam comprar muito papel em branco, lápis e borracha. Assim o aluno que fizer o melhor desenho ganha uma exposição com vários iguaizinhos ao dele na faculdade inteira. Tipo, 6 milhões.

03. Desenvolver os segmentos esportivos aos alunos é uma forma de mantê-los ocupados, deixando a “universidade” longe de situações de risco.

02. Presidente de torcida organizada entrando na política é tão comum quanto uma pessoa inteligente se matriculando na Uniban. Portanto, sugiro que a faculdade monte uma facção. Não precisa ter time, basta torcer, arranjar umas tretas como rolou com a Loira da facul e buscar a moralidade.

01. Já que tem uma torcida na facul, nada melhor que aproveitar um pouco da grana que entra para patrocinar algum jogador de futebol. O mercado das bolas dá dinheiro, mas na Uniban só dá certo quando elas não entram.

Extra – Nada melhor para aguçar a criatividade das crianças que trabalhar os desenhos animados. Se um dia algum estudante ou funcionário da Uniban chegar a ter filho, seria interessante pensar, caso isso ocorra mesmo, em comprar uns bonequinhos pra eles pintarem.

Extra – Confira na íntegra a carta da Uniban explicando a expulsão da aluna Geyse Arruda.

Responsabilidade educacional

A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.

A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas.
Os fatos:
Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.

A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.

Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.

Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado.
Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.

Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão.
Decisão do Conselho Superior da Universidade:
Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:

1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;

2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro.
A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.

Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada.
Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL

1,2,3,4 tuitadas…

1. Punk Rock
♫♫♫ Começo essa quinta-feira ensolarada com meu tributo ao Aécio Neves (PSDB): RAMONES – TODAY YOUR LOVE, TOMORROW THE WORLD ♫ ♫ ♫. Se você não manja muito a banda, escute ela e preste bem atenção. Aí é dois toques pra entender.

2. Ramone em sampa
Marky Ramone vai discotecar amanhã, sexta-feira (6/11), em São Paulo. A barulheira ocorre no Inferno, que fica na Rua Augusta, 501. Discoteca também meu camarada e promotor do evento Rodrigo Zeni, da Sick Mind Skate Punk. R$30 mangos na hora, começa meia-noite.

3. Engenheiro atrevido
Não se assuste caso o Engenheiro Beltrão apronte e seja surpresa no Paranaense de futebol 2010. É o que querem. Dizer que um clube pretende ganhar título no futebol parece óbvio. Não no Paraná. Mas a Aereb encabeça hoje, no TJD, o julgamento pedindo o fim do Supermando na segunda fase. No Estadual de juniores estão despachando todo mundo. Já se cogita até mesmo a construção de um novo estádio, mesmo com a cancha do time em reformas. Finalmente, a idéia de mudar para Maringá parece ter sido abandonada. A Federação Paranaense de Futebol não livrou o clube de pagar R$200 mil pela transferência. Apesar de todo entusiasmo, quero ver em 2011…

4. Cartolagem paranaense
Quantos presidentes de times do Paraná torcem pelos clubes que comandam? Não fique espantado se forem apenas três – e nem precisa dizer quais. O presidente do Londrina é corintiano. Em Paranaguá o cartola sequer gosta de futebol. Alias, segue uma boa. Um time popular do litoral paranaense fazia uma de suas primeiras partidas do Estadual em casa. Então o prefeito pergunta ao presidente: Qual é o nosso time? A resposta foi: Não sei! Você sabe?

Juca x Aécio…em quem acreditar

Deu no blog do jornalista Juca Kfouri que o tucano Aécio Neves, possível futuro presidente do Brasil, mandou uns petelecos na namorada. Logo em seguida surgiu a reação, com fotos do casal na praia curtindo uma vidinha playboy em Santa Catarina.

O assunto está dando o que falar, vale ficar por dentro. Afinal, até quando uns serão privilegiados? Os direitos e leis dos brasileiros são assim…Ninguém viu, ninguém vê…mas até quando?

Segue abaixo algumas constatações, links, etc…pra quem quiser entender o enrosco

Juca Kfouri ficou marcado pela reportagem da Máfia da Loteria, publicada em 82 na Revista Placar. Tenho a revista que comemora um ano de reportagem e a edição da época, denunciando o esquema. É um dos trabalhos de apuração mais relevantes do jornalismo esportivo no Brasil. Até que se prove o contrário, Juca não é mentiroso. Ganhou fama pelo faro em questões de apuração. Será que ele colocaria sua credibilidade em risco por nada?

Já o Aécio Neves é político…..precisa falar algo mais?

Mando abaixo alguns tuit´s. Pra quem quiser me seguir: www.twitter.com/lessafelipe

RT @JucaKfouri – A Covardia de Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais. http://bit.ly/ 2pteD7:54 PM Nov 1st from web

RT @botecosujo O episódio de Aécio serve p questionar dogma do jornalismo político made in Brazil:”vida pessoal de político não é relevante”7:56 PM Nov 1st from web

RT @anarina RT @draupadi tópicos no ORKUT sobre a agressão de Aécio Neves à namorada desaparecem misteriosamente: http://migre. me/avsR .2:13 PM Nov 2nd from web

RT @claudiotognolli Petista na blitze “Calma, seu guarda, é conjuntivite” . Tucano no banheiro “Calma, sou professor..é giz seu guarda”about 3 hours ago from web

Alguns links:
Paulo Henrique Amorim + Aécio – blog do Paulinho

Ataque de PH Amorim contra Juca, em defesa de Aécio – Blog do PH Amorim

Assessoria forma x informal – blog do Paulinho

A Uniban ABC e os filhotes de Comstock

estudantes

Censurados

Os estudantes da Uniban ABC perderam uma grande oportunidade de se redimir coletivamente, pelo erro cometido por alguns alunos no tumulto da noite de 22 de outubro. Tiveram a chance de mostrar maturidade ao organizar um protesto na noite desta terça-feira (3/11), coincidentemente a data em que a “Loira da Uniban” prometia voltar ao campus (o que não aconteceu). No entanto, preferiram um tom generalista. Foram ambíguos.

Acho que não entenderam o motivo pelo qual a universidade ficou mal vista na sociedade. Quem colocou nariz de palhaço na manifestação parece apenas ter aproveitado o mainstream do momento, já que nem mesmo organizadores souberam dizer quem errou: foi universitária por ir vestida com um minivestido ou os colegas que a xingaram? Ajudaram a perpetuar erros históricos que simbolizam o falso moralismo.

A ambiguidade dos alunos encheria de orgulho personagens como Anthony Comstock – o mais terrível censor da história da América, segundo o jornalista Gay Talese no livro “A Mulher do Próximo”. Evangélico, vingativo por vocação, Comstock nasceu em 1844, numa fazenda de New Canaan, região nordeste dos Estados Unidos. Deu nome a lei que resultou nas condenações de escritores, editores, entre outros, por “propagação de indecência, promiscuidade e degeneração”.

É o que estão fazendo alguns alunos da Uniban, assim como uma multidão de jovens que andam a dar opiniões em sites e blogs pela internet. Quando digo esse pessoal, eu me refiro àqueles que tentam censurar a estudante dizendo que ela também estava errada.

Quando Comstock procurou justificar sua campanha pela censura, em 1860, afirmou que pretendia proteger a juventude de “influências corruptoras”. É o que justifica quem critica a “Loira da Uniban” dizendo que a jovem utilizava roupa inadequada para o local.

Salve a hipocrisia. Entre os influentes que apoiaram a censura de Comstock estava o banqueiro J. P. Morgan, um homem que possuía vasta coleção particular de pornografia. E entre os que censuram o perfil da estudante de turismo estão que tipo de pessoas?

Em sua época, Comstock “contou com apoio de líderes comerciais e industriais, convencidos que a permissividade sexual desviava a energia dos trabalhadores”. “O governo federal, depois do turbilhão da Guerra Civil e com a persistência do crime nas ruas e da miséria, sem falar nos escândalos dos ricos barões ladrões, estava ansioso por qualquer pretexto que desviasse as atenções de sua própria inépcia e corrupção e lhe permitisse exercer um controle maior sobre a população irrequieta”.

E os jovens defensores da moral e das boas vestimentas, querem esconder algo? Ao manter posicionamento ambíguo durante seu protesto, eles, talvez sem saber, validam erros históricos. Mantém o pensamento reacionário, digno da mancha que os alunos da Uniban afirmam ter em seus diplomas.

Quando a assessoria jurídica da reitoria afirma que nenhum aluno foi identificado até o momento, fica a questão: qual o interesse da universidade? Propagar o saber ou manter uma simples atividade comercial?

Enquanto isso, a jovem fica privada de direitos básicos. Disse que não voltará a usar a minisaia na universidade, por vergonha. Já foi classificada como atriz pornô, soropositivo, bissexual e prostituta. E o mais constrangedor é saber que as acusações também surgem de universitários, pessoas que deveriam pregar tolerância e direitos humanos. No entanto, prevalece um preconceito cego, digno de classificar certos elementos como filhotes de Comstock.

Valmir Gomes é de carne e osso

Valmir e um torcedor do Rio Branco na festa de 95 anos do clube "parnanguará"

Quinta-Feira fui até o centro de Curitiba. Minha irmã precisava do carro, e assim eu já agilizava meu deslocamento para o encontro com um amigo que está vendo um esquema de trampo pra mim.

Era cerca de 18hrs, e um acidente na região ajudou a piorar a situação do congestionamento habitual de cada dia. Entre os diversos carros embaralhados, quando o caos estava prestes a acabar, tive meus 2 ou 3 minutos de glória e um bom motivo para sorrir. O mestre Valmir Gomes estava dentro de um carro, dirigindo e falando ao celular.

Primeiro eu o vi pelo retrovisor, atrás do meu meio de locomoção. Fiquei olhando e tive certeza que era a lenda quando estrategicamente dei um jeito de trocar de faixa. Eu estava lado a lado com Valmir Gomes, separado apenas pela estrutura física do veiculo. Baixei a janela e mandei uns berros. Algo tipo “AOOOO, VALMIR. É NÓIS. RIO BRANCO ATÉ MORRER!”.

Ele ainda estava no telefone. Deu um sorrisinho, fingiu que não era com ele e continuou conversando. Acho que o chapéu pescador da Seleção Paraguaia (doado posteriormente ao Marcão) que eu estava usando e o óculos na cara devem ter feito ele ficar cabreiro. Talvez pensando que eu era um legítimo estivador do Porto de Paranaguá, estilo os que certa vez tentaram pegar Valmir na Estradinha, dando um rolé na capital. Se pá, ele sentiu vergonha pelo comportamento. O meu, claro.

Mantive a tentativa de contato. Mandei novos berros e dessa fez fui mais ousado. Joguei uma pequena bolinha de papel, feita na hora com uma folha de revista feminina que minha irmã havia esquecido no carro. Tentei jogar no carro dele para chamar atenção, não para atingi-lo, que fique claro. Mas eu errei a disparada. Apesar do trânsito lento, acertei no carro errado. Por sorte, o mestre olhou – mesmo que ainda falando ao telefone.

Fiz um sinal de positivo e dei um sorriso faceiro. Valmir Gomes retribuiu, sorrindo para mim mais uma vez. Infelizmente o congestionamento acabou, perto ali da rua dos fundos do Terminal Guadalupe. Pouco depois a lenda arrancou, caiu fora e sumiu pela urbanização central de nossa terra querida chamada Curitibá. Mas eu o vi ao vivo, sei que ele existe. Uma pena que não tinha ninguém comigo, pra escrever o endereço do De Primeira (Meu outro blog) em um papel e mostrar ou entregar para nosso ídolo representante da crônica esportiva paranaense. Nem dá nada. Pelo menos já sei que ele existe, de carne e osso. Eu vi!

Great cornolhos do futebol paranaense

Marcelo Caldarelli e Aurélio Almeida sonham em se tornar celebridades, ou simplesmente se dar bem. São daqueles caras que a todo o momento fazem algo para aparecer, mesmo que seja uma breve tacada pitoresca. No momento do retorno destas duas personalidades, a vida social de Londrina e Grêmio de Maringá voltou a ser bombástica. Deixa rastro em tudo. Quem sabe também não dá a sentença: Clássico do Café apenas nos bastidores. Esperando ver quem protagoniza a cena mais cômica do futebol paranaense.

O desenhista Mike Judge, se tiver o interesse de entrar no ramo da pelota, talvez poderia retratar um pouco de histórias parecidas com as dos personagens de Galo e Tubarão em novos episódios de Beavis & Butt-Head.

Afinal, as bizarrices cometidas pela dupla remetem o espectador a desconstruir toda imagem do futebol, para depois reconstruí-la. Basta pensar profundamente sobre cada estupidez cometida por pessoas anônimas desesperadas pela vontade de se tornar públicas. Isso aguça o instinto do povo – até quando este resolve copiar um personagem esquisito e colocá-lo em prática no mundo real.

Nem mesmo a mudança no perfil dos dois seria necessária. Bastava que o roteirista do possível desenho mantivesse os jovens bizarros e pervertidos.

Sedentos por descarregar todo fracasso amoroso acumulado em Highland, Beavis & Butt-Head tentariam se aventurar no interiorzão do Paraná. O objetivo seria “se dar bem” no futebol e finalmente faturar uma garota.

Butt-Head pensaria em algo grande. Alguém poderia dizer que ele tinha dom para ser o salvador do futebol paranaense, que havia uma dupla com 6 títulos estaduais, 1 Taça de Prata, 1 Taça Roberto Gomes Pedrosa e uma 4ª colocação na primeira divisão do nacional prestes a realizar fusão, e ele prontamente acreditaria ser a pessoa certa para comandar o time.

Na saída do Burger World, filial norte-pr, o garoto passaria o migué em Beavis,um pseudo-recente-comunista-velho-camarada-de-falcatruagem que numa outra encarnação havia defendido a Seleção Brasileira. “Estamos sem grana no bolso, mas podemos cobrar R$220 de gordinhos e excluídos. Juntamos a grana e faturamos as garotas. Come to Butt-Head, baby. Hoho ohohoho ohohoh”. E assim estava montado um time com tempero de frango e sardinha para a disputa de qualquer campeonato que aparecesse.

Nos vídeos que intercalam cada episódio, histórias do futebol nortista sendo retratadas. Desta vez, Judge colocaria vídeos notáveis do Canal 100 ao invés de clipes, mantendo apenas o saudoso Rock´n´Roll ao fundo. Mudar de canal, ou não, seria a resposta positiva ou negativa para alguma reportagem.

- “ Hehe hehe hehe. Esse time tem sardinhas. A mascote desse time é a fêmea do Tutubarão. Poderia me dar mole”, diria Beavis, estrepado na aconchegante sala de casa. Prontamente ele seria retrucado por Butt-Head.

- “Shut up, Beavis. Sardinha é sua mãe, que nem conhece o VGD e faz parte da chapa presidencial. Hoh ohohoh oh ohoh ohoh”

No audacioso projeto de Beavis & Butt-Head, algumas fêmeas são convidadas a trabalhar em seu time. Seriam gandulas dos jogos, nas tardes dominicais. Excitariam os garotos com os elogios recebidos das arquibancadas.

Na angústia para que tudo dê certo (saia na imprensa), bastaria também contratar um ator global, incendiar o interior com promessas envolvendo celebridades, grandes equipes e dar tiros para o alto. Pronto! Era a chance de juntar influência na cidade sardinha de galinha e faturar. Tom Anderson, Stewart Stevenson e até mesmo o treinador Buzzcut seriam parceiros – acreditando nas pretensões dos garotos em salvar o futebol local.

Com a grana em mãos, os jovens convidam as modelos gandula para um jantar regado a nachos e cervejas trocadas em permuta com contribuintes do clube: o Londringá. No entanto, ao perceber que as geladas não tinham álcool, Beavis degusta uma enorme quantidade de café e açúcar no refeitório do Burger World – local onde ainda trabalha, apesar das moedas do clube sempre serem esquecidas no bolso. Surge o diabo loiro. Ele fica enlouquecido, delirante. Tapa sua cabeça com a camisa e começa a gritar de forma demente, sem se calar: “Great cornolhio! Great cornolhio! Great cornolhio!”

Receosos, os donos da lancheria convocam a polícia. Essa bebida não estava presente no contrato de permuta, por isso Beavis & Butt-Head tomam uma dura e vão em cana. As garotas deixam o recinto e seguem para casa. O dinheiro dos contribuintes é utilizado no pagamento da fiança.

Com sorte, a dupla pensaria em nova chance de reerguer o futebol do norte para faturar alguém. Talvez utilizando cabeças de gado de desconhecidos ou emprestando carros de concessionárias para suposta premiação de bingos picaretas. Com azar, uma dupla de toupeiras poderia levar o caso a sério, imitar os jovens e os dois times fechariam as portas. Mas se Mike Judge gostar da idéia, com sorte ou azar, o Clássico do Café dos dias atuais pelo menos ainda teria suas histórias bizarras, mas no foco do povo. “Hehehe heheh heheh”. “Ho hoh ho h oh oh”.

Vendendo o peixe

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Zina brilha preso, solto, de aniver, como for…



Zina é um cara engraçado, faz sucesso por isso. Bastou falar “Ronaldo. Brilha Muito no Corinthians (ouve-se brilia mutxu nu curintxas)” e foi a audiência do programa Pânico na TV que brilhou. O povo assiste e gosta, pois ele é o povo na televisão. Já nas ruas, boa parte da juventude fala como ele. Todo mundo topa, cai pra dentro e manda salve.

Ele também é um cara imprevisível. Afinal, não é um playboyzinho que do nada estourou para o sucesso. É um cara das ruas. E na quarta-feira (20/10) o nosso camarada de todo domingo passou por problemas que todo mano que segue a conduta das quebradas passa: poucos dias antes de comemorar seus 28 anos, o que ocorre hoje, Marcos da Silva Heredia foi em cana.

Estava no role e portava 1g de cocaína, por isso foi liberado na sequência. Como a produção do Pânico já disse que o rapaz permanecerá no programa, até mesmo esse papo de cadeia deve virar piada. Afinal, quem gosta do Zina não está nem aí se ele foi preso. Pois essa gente gosta dele por isso mesmo, ele é de carne e osso como todos nós. Se faz merda, vai pra jaula.

Nem mesmo a prisão abalou a fidelidade pelo corintiano. Ao todo, ele tem mais de 100 comunidades com seu nome ou o bordão “Ronaldo”. Apenas uma delas conta com mais de 500 mil participantes, contra cerca de 2 mil da maior comunidade de opositores. No twitter, mandar um #FreeZina virou mania. No MSN, emoticons com as escritas Zina Livre circulam por todo Brasil.

O que me deixa perplexo não é o fato de existir uma resistência Anti-Zina. O problema é saber que tem estudantes de jornalismo, ou até mesmo gente apta a trabalhar, atuando como reacionários guardiões da moral. As decepções desses seres iluminados se transformaram em frases como “vai mandar salve da cadeia esse filho da puta. Lá ele vai ter tempo pra falar Ronaldo, brilha muito no Corinthians várias vezes. Tenho ódio de saber que um cara sem formação se deu bem”. Inclusive vou enviar esse texto a esses coleguinhas. Adorarei ler uma resposta. Espero algo de nível, não da forma como estão xingando o rapaz preconceituosamente.

É preciso voltar um pouco no tempo para entender esse rancor presente no coração daqueles que odeiam o nosso personagem. Zina ainda era apenas o vulgo de Marcos Heredia, mais um cara comum da grande São Paulo. Alguém de baixa escolaridade, pele negra, habitante da periferia e que trabalhava informalmente – como segurança. Um maluco qualquer, que gostava de futebol e que tinha seu ciclo de amigos dentro de sua comunidade.

A chance de um cara desses deixar de ser estatística para a sociedade é uma em mil. Mas da noite para o dia virou mania falar “Ronaldo”. Zina foi contratado, ganhou casa, conheceu personalidades como o próprio Ronaldo e já conta até mesmo com empresário.

Está aí o motivo do ódio contra ele. É um cara que veio de baixo, que tinha probabilidade mínima de ascensão social, mas que conseguiu o que todo jovem de classe média almeja: o sucesso.

O povo gosta do Zina pela sua espontaneidade, linguajar e manias engraçadas. O cara representa o povo, pois o mesmo camarada que conversa com a gente pela televisão é idêntico ao que pode ser visto pelas ruas, na pizzaria da quebrada ou no trem. Ele não é um intérprete. Ele é representação da “nação corintiana”, como diria o Alfinete, outro personagem do Pânico na TV. Representa até mesmo os outros times. Pode até ter dado uns tecos, mas é um cara na dele – como disse uma ex-vizinha em um dos programas.

Essa raiva toda contra o mano da Xurupita é frustração. Infelizmente eu conheço alguns dos moralistas. Não vi nenhum deles abrindo a boca ou criando comunidades no Orkut quando o ator Fabio Assunção concedeu entrevista ao Fantástico, dizendo que usava a mesma cocaína que levou o Zina a prisão. É que o global é branquinho, bonitinho para os padrões atuais da sociedade e fala como galã. Já os engomadinhos, que odeiam o humorista do Pânico, creio que choraram de comoção ao ver seu semelhante falar de redenção no Fantástico. Classe média sente dó apenas de gente como ela, nada mais. Aparecer na TV é tudo o que eles querem quando crescerem.

Em uma recente entrevista para a revista Isto é, a também global Fernanda Torres admitiu que foi usuária de entorpecentes ilícitos. Ney Matogrosso também já admitiu o uso de drogas. Todos ouvimos diariamente histórias relacionando drogas a um famoso “professor” do futebol brasileiro, com um baladeiro deputado curitibano, entre outras personalidades.

Só que no caso das estrelas, nóia é questão de autoconhecimento. Já no caso do “semi-analfabeto, cheirador, patrocinador do tráfico” todos eles resolveram se pronunciar. Nem entro em méritos para dizer se o Zina estava certo ou errado. As drogas realmente fazem mal, financiam assassinatos e por ai vai. Existe quem ganha muita grana com isso, mas nesse processo o Marcos Heredia é apenas vítima.

Fecho o texto pedindo uma reflexão por parte da meia dúzia que odeia nosso amigo dominical, pois não adianta perder tempo choramingando a escolaridade do personagem. Se o seu salário é baixo, não é o Zina o culpado. Se ele ganha bem, é sinal que gera receita para a emissora. Ele não tem culpa se o povo prefere assistir o poeta de uma palavra só ao invés de letrados complexados que parecem assessores de imprensa da TFP.

Aleluia, irmãos: Sem a Loira, acabou a putaria na Uniban ABC

O caso da “Loira da Uniban”, denunciado pelo site Boteco Sujo, pode parecer apenas mais uma situação de bullying coletivo no Brasil. No entanto, o incidente ocorrido na universidade do ABC paulista reflete a algo muito mais grave: os ambientes acadêmicos estão lotados de alunos com mentalidade de ensino fundamental.

Que me desculpem os pequeninos pela comparação. Mas o fato foi cômico, infantil. Todo preconceito e falso moralismo contra a jovem serve para mostrar que estes centros de ensino “superior” não estão mais repletos de gente em busca de reflexão e sabedoria. Chegou a hora de esquecer o papo de que a universidade é um ambiente frequentado por gente de cabeça aberta, pensamento avançado.

O que ocorre é que hoje os meios acadêmicos estão sendo transformados em meros cursos técnicos. E é por isso que o diploma está cada vez mais desvalorizado. Não presta pra nada, nem mesmo para garantia de um trampo qualquer. Qualquer um tem. Basta decorar alguns conceitos, copiar toda matéria escrita na lousa e pronto: mesmo um elemento sem formação cidadã estará habilitado a executar ofícios que exigem bem mais que meia dúzia de técnicas decoradas, ou não.

Não é a toa que existe gente investindo pesado na democratização do saber gratuito pela internet, como mostrou o André Forastieri dias atrás em seu blog. E os caras que começaram o tumulto na Uniban com certeza estão na linha de frente dessa desmoralização dos ambientes acadêmicos.

Sendo sincero, eu mesmo olharia se visse uma jovem, bonita como parecia ser a Loira da Uniban, com um vestido curto. Quem não olharia? Mas creio que esses moleques pensaram reviver os tempos em que seus pentelhos ainda estavam nascendo. Ameaçar de estupro é algo que nem aqueles que estão acostumados com todo tipo de violações dos direitos de outras pessoas perdoam. Que o digam os camaradas que estão de férias no CT II de Piraquara (Quem não conhece pode clicar aqui) .

Só não quero crer, por exemplo, é que tenham alunos e alunas do curso de enfermagem da Uniban ABC no tumulto que tomou conta do recinto. Imagino eu qual seria a reação de um futuro profissional durante o ofício, ao ter contato com a ficha médica de alguma jovem grávida da sua comunidade. Vai sair gritando histericamente pelo postinho, igual foi feito na Universidade?

O pior foi quando a jovem, envergonhada, correu e se trancou em uma das salas. Os mesmos fedelhos, que daqui uns anos pretendem ser “profissionais” com curso “superior”, convocaram seus amiguxos para o auê. Parecia que jamais tiveram contato visual com a poupa de uma menina. E creio que com essa conduta, nem mesmo pagando terão a oportunidade.

Foi um processo dominó. Alguém deve ter começado a gritar histericamente, como faz a pirralhada ao descobrir sua primeira revista ou site pornô. Um desconhecido foi ver, até que chegou outro, que falou para o amigo, que sem perceber deixou algum aluno em sala de aula ficar sabendo, alguém saiu da sala, outros resolveram sair também e quando se percebeu… boa parte dos alunos da universidade estava lá, presente, querendo saber quem era a pervertida da instituição.

Os gritos de Puta! Puta! Puta! serviram para convocar aqueles que ainda não haviam se juntado ao grupo, que já dominava os corredores do recinto. Nada mais atrativo para estudantes universitários que palavras relacionadas a sexualidade. Todo mundo pensa em sexo logo depois de passar no vestibular. É na universidade onde as garotas pensam em conhecer seus maridos, onde os garotos pensam em faturar o maior número de minas, e por aí vai.

Afinal, o ambiente acadêmico sempre foi um terreno fértil para a sexualidade. Muita gente transa, ou pelo menos quer transar, com pessoas diferentes, de várias cores, do mesmo sexo, do sexo oposto, de distintas religiões e diferentes posições sociais. Porém, neste dia 22 de outubro, a única puta presente era a “Loira da Uniban”. Os meninos eram todos virgens. As meninas também. Principalmente a pessoa que comanda esse blog aqui, que sabiamente nomeou sua ferramenta de comunicação como inútil. Deve estar acostumado com o tempo em que precisava usar uniforme na escola e ficou chocado ao ver uma garota de vestido curto na universidade.

Com a chegada da polícia, os natos conservadores prontamente registraram a “puta” sendo “expulsa” da faculdade e postaram no you tube. Creio que depois do camburão os garotos foram pesquisar na internet como realizar o celibato, e não para taxar a garota de “aidética vagabunda” em comunidades do orkut. As meninas procuraram um convento. O secretário-geral da unidade, identificado como Tiba, com certeza foi em busca de um líder religioso para exorcizar todos os demônios levados até a Uniban pela loira. Pois como ele disse em entrevista ao site Vírgula: “ela merecia, ela provocou”. Vestia trajes inadequados.

Mas tudo se passou. Espero que jamais uma garota possa usar decote ou mini-saia neste país. A moral e os bons costumes voltarão a imperar na Uniban ABC. Oh, pai! Obrigado. Como o Brasil é um país conservador. Quanta hipocrisia.

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